Docência "in loco"

Concurso para professor. TCC em educação. Prática pedagógica.

Ensino de Língua Portuguesa no Ensino Fundamental

lingua4 Ensino de Língua Portuguesa no Ensino Fundamental

Só uma forma? Mas estou vendo várias!!

Para falar sobre o ensino de Língua Portuguesa no Ensino Fundamental, retomo o post em que falei sobre a polêmica em relação ao livro didático ”Por uma vida melhor”. Naquele momento, quis mostrar a possibilidade de haver dificuldade de comunicação (dependendo da variante que o aluno traz para a escola) com o professor. Outros poderiam ter sido os caminhos de questionamento, como deixei claro naquele momento.

 

Em comentário àquele texto, um amigo me questionou sobre o que ensinar, uma vez que afirmava não haver certo e errado.

 

Achei que esse questionamento valeria um post a parte. O que a escola ensina ou o que deveria ensinar então?

Não é simples para nós, que fomos formados por uma escola tradicional e punitiva, que nos ensinou a abominar o erro de todas as formas possíveis, entender que pode não existir a dicotomia entre certo e errado.

 

Em relação à Língua Portuguesa, esse assunto é um tanto mais delicado. Essa disciplina tem todo um histórico, em nosso imaginário, de  exigências, de ridicularizações, ligadas principalmente ao período de alfabetização.

 

Infelizmente, quase todos nós podemos citar um episódio ou outro em que fomos (nós ou nossos colegas de turma) inferiorizados perante a sala porque erramos uma palavra ao escrever ou porque “comemos” uma letrinha. Também é comum nos lembrarmos de críticas severas ao nosso modo de falar.

 

O que pretendo com este post, primeiramente é mostrar que de fato não existe certe e errado em relação à Língua Portuguesa e depois que a postura investigativa, defendida pelos profissionais da Linguística, se traduz em um domínio mais rico e completo da língua, inclusive da norma culta.

 

Fundamentos do Ensino de Língua Portuguesa no Ensino Fundamental

 

Para que entendamos a questão da variação linguística, seria bom ler a Declaração Universal dos Direitos Linguísticos, de 1996, apoiada pela Unesco. O respeito pelas minorias linguísticas (no Brasil falamos mais de 180 línguas, apesar da ilusão do monolinguísmo, você sabia?) abarca o respeito pelas variantes menos prestigiadas socialmente, uma vez que a “escolha” do padrão mais aceito é social e não linguístico.

 

Esse é o ponto principal a ser entendido. Quando uma determinada variante passa a ser considerada com a variante padrão, foi o valor que seus falantes ocupavam na sociedade que determinou essa escolha e não características da variante.

 

Desde 1997 – com os PCNs -, o ensino de Língua Portuguesa no Brasil, leva em consideração que

 

O problema do preconceito disseminado na sociedade em relação às falas dialetais deve ser enfrentado, na escola, como parte do objetivo educacional mais amplo de educação para o respeito à diferença. Para isso, e também para poder ensinar Língua Portuguesa, a escola precisa livrar-se de alguns mitos: o de que existe uma única forma “certa” de falar — a que se parece com a escrita — e o de que a escrita é o espelho da fala — e, sendo assim, seria preciso “consertar” a fala do aluno para evitar que ele escreva errado. Essas duas crenças produziram uma prática de mutilação cultural que, além de desvalorizar a forma de falar do aluno, tratando sua comunidade como se fosse formada por incapazes, denota desconhecimento de que a escrita de uma língua não corresponde inteiramente a nenhum de seus dialetos, por mais prestígio que um deles tenha em um dado momento histórico.

 

Reconhecer esse aspecto social, não linguístico, é o primeiro passo para que o professor possa ser sujeito de sua ação docente em relação ao ensino de Língua Portuguesa no Ensino Fundamental (e também em outros níveis de ensino), ou Línguas Portuguesas, uma vez que essa língua é plural.

 

A partir desse reconhecimento, valorizar os diferentes “falares” – aquele que o aluno traz, aquele que o professor fala, que o pessoal do sul fala, que o pessoal do nordeste fala, que o pessoal mais jovem fala, que o pessoal mais idoso fala, que o jornal nacional fala – e estudando as características desses diferentes falares, estamos fortalecendo o conhecimento, não apenas linguístico do nosso aluno.

 

Estamos fortalecendo o conhecimento de uma diversidade e riqueza cultural características de nosso país e de toda a cultura lusófona.

 

certo errado 300x199 Ensino de Língua Portuguesa no Ensino Fundamental

Onde está o caminho do meio?

Por uma escola democrática.

 

O melhor, e mais utilizado, argumento que os defensores do ensino exclusivo da variante padrão na escola utilizam é de que os alunos não aprendem nem a língua padrão e, portanto, o ensino de outras variantes geraria confusão na aprendizagem.

 

Outros, menos informados sobre as práticas pedagógicas reais, atribuem as dificuldades escolares atuais em relação ao domínio da norma culta, à introdução de conhecimentos linguísticos à rotina escolar.

 

Para o primeiro argumento, sugiro uma reflexão acerca da escola que almejamos e que tipo de cidadão queremos formar. Todas as diretrizes educacionais brasileiras nos apontam para a necessidade de formação de cidadãos críticos, autônomos e desprovidos de preconceitos. Como buscarmos essa formação escondendo de nosso alunos as descobertas de uma área científica inteira?

 

Apesar de recente, a Linguística é uma ciência com seus métodos e objeto de estudo e tem seus consensos. O maior deles é que toda variante linguística se presta à comunicação e qualquer juízo de valor é feito do ponto de vista social, mais uma vez, do ponto de vista dessa ciência, não existe certo e errado em relação à língua.

 

O que a Linguística discute é o conceito de gramatical e não gramatical. Uma sentença gramatical é (de maneira geral, uma vez que as diferentes vertentes da Linguística não avaliam da mesma forma esse conceito) aquela que pode ser entendida como pertencente à língua sob análise. Uma sentença não gramatical é aquela que não faz sentido, não comunica nada, na língua sob análise.

 

Pensando na funcionalidade, se só ensinarmos a norma padrão, rechaçando os outros dialetos, o que faremos com todos os usos linguísticos fora do padrão que fazem parte do nosso cotidiano?

 

Para que apenas uma variante fosse utilizada, a criticidade, a criatividade, a análise de dados, a desconstrução de preconceitos oriundos da forma de falar das pessoas, também teriam de deixar de fazer parte da formação linguística dos alunos, ou seja, estaríamos indo contra tudo que consideramos ser importante para a educação.

 

Quando não se ensina “certo e “errado” em relação à língua, a escola promove o debate, a criticidade, a diminuição de preconceitos, o enriquecimento cultural e o olhar acuradamente científico sobre a linguagem.

 

O ponto passa a ser discutir o tipo de educação que queremos para nós.

 

Quem se utiliza do segundo argumento, de que a introdução dos conhecimento linguísticos na rotina escolar seria a grande responsável pelos problemas com o uso da norma culta, certamente não acompanha o dia a dia de ensino de Língua Portuguesa no Ensino Fundamental na escolas atuais. A imensa maioria dos professores ainda se utiliza de uma gramática normativista para o ensino e não tem preparo e formação para lidar conscientemente com conceitos linguísticos.

 

As pesquisas estudam os problemas de aprendizagem de língua e propõe soluções, sempre buscando incentivar a criticidade e o pensamento lógico do aluno. As propostas de intervenções para o Ensino Fundamental, baseadas numa concepção linguística, exigem do professor um domínio teórico profundo, bem como geralmente uma postura menos centrada em sua própria figura em sala de aula. Essas práticas não são comuns em nossas escolas, não faz sentido culpar os conhecimentos linguísticos dos problemas com norma culta.

 

Quando não se ensina o “certo” e “errado” em relação à língua, a escola se apoia em pesquisas sérias sobre o comportamento linguístico dos alunos e promove uma aprendizagem mais significativa.

 

Uma única forma de pensar?

 

A “dicotomização” do saber em certo e errado, ou a redução do mundo ao preto e branco, como gosto de metaforizar, vem fazendo a escola formar seres pouco críticos e despreparados para o exercício da cidadania e para o trabalho.

 

Quando a busca pelo conhecimento passa pela destruição da noção de erro como pecado mortal, qualquer que seja a ciência, a aprendizagem torna-se mais consistente e duradoura, pois o processo investigativo e de construção do conhecimento na sociedade real é estimulado. E o que isso tem que ver com língua? Tudo.

 

Se a dúvida era o que ensinar, posso dizer que fazer esse questionamento demonstra o arraigamento de uma concepção de que o conhecimento escolar deve ser dicotômico, muito disseminada, de que o erro deve ser sistematicamente combatido – não podemos contar às crianças quantas descobertas científicas se processaram e foram levadas a efeito para as maiores descobertas da ciência, por meio da análise de erros, não de acertos. Pecado comete a escola quando não valoriza o erro.

 

Precisamos olhar o mundo por outra perspectiva

 

E em relação à língua, quando se olha para variedade inerente à Língua falada e escrita no Brasil (sim, senhores, a língua escrita também varia, ou você escreve um bilhete a um amigo como um memorando? Não, né?) quem consegue êxito no uso da linguagem é a pessoa que usa a língua, quer oral, quer escrita, de forma diferente nos diferentes contextos. E é exatamente isso que a escola precisa ensinar. Se a escola ensinar uma única forma, estará ensinando alguém a não utilizar a língua com propriedade.

 

É importante pensarmos a Língua Portuguesa de uma forma holística. Vejo os alunos perdidos entre morfologia, sintaxe, semântica, como se uma coisa não tivesse nada a ver com outra. Isso é fruto de uma maneira de ensinar estanque, que não faz a interligação entre as partes, baseadas numa concepção errônea de língua.

 

E você, que tipo de educação quer para nossas crianças?

 

Neste outro post, falo sobre os diferentes níveis de análise da Língua Portuguesa, clique aqui para ler.

Related posts:

  1. Língua Portuguesa – níveis de análise I
  2. Língua Portuguesa – níveis de análise II
  3. Livro ensina o português errado?
  4. Aquiles Tescari Neto entrevista

  • http://www.blogdamarialucia.com.br/ Maria Lúcia Marangon

    As pessoas acreditam que, quando falamos em respeito à variante linguística do aluno, estamos falando em deixá-lo para sempre sem o conhecimento da norma culta da língua. Isso é o que, na verdade, gera tanta polêmica.
    Seu texto está perfeito, nem é preciso que eu acrescente mais nada.
    Um grande abraço!
    Maria Lúcia

    • http://docenciainloco.com Rosana Rogeri

      Então, parece que imaginam que as crianças vão enfiar na cabeça de um único jeito, ou pior, que temos controle sobre isso. Não temos. Podemos problematizar, agora esse poder de: disse uma vez, pronto, o aluno aprendeu! Só na cabeça de quem não vive ou não pensa sua vivência escolar, não é mesmo?

      O quer precisamos esclarecer, daí a necessidade de continuar abordando o assunto, é que não há a possibilidade de se ensinar norma culta sem passar pela variante do aluno. Simplesmente não ocorre aprendizagem.

      Obrigada pela participação.
      Abraços

  • http://www.unive.it Aquiles

    Ro, gostei muito do seu texto. Mas acho que ainda faltou dizer algo sobre o “programa do curso de portugues”, por exemplo.
    Digo isso por uma razao que me preocupa!
    (Nao tenho os diacriticos, acentos, etc. neste meu teclado!)

    Voce se lembra de quando fizemos LETRAS na UNESP. Nao gosto de fazer comentarios depreciativos. Longe de mim! Mas me lembro que, no curso de GRAMATICA NORMATIVA DA LINGUA PORTUGUESA, alguns dos nossos colegas (para evitar o uso de um quantificador forte “muitos”) tiveram dificuldade para ‘tirar’ ‘cinco bola’ (i.e., a nota minima para aprovaçao), em uma disciplina que pressupunha que os alunos traziam bagagem do Ens. Fund. e Medio.
    Fui também prof. universitario no PR, em uma universidade publica! E corrigi redaçoes e provas de futuros professores de portugues.
    Infelizmente, alguns (pelo ALGUNS, eu diria felizmente!!! nao eram todos! Uffa!!!) nao estavam preparados para o ensino d(e uma das!) variedades do portugues culto/formal, muito menos para o ensino de técnicas de redaçao do portugues escrito! Eu fiquei muito triste com o que encontrei! E eu estou falando de uma universidade publica conceituada!!! de importancia regional/estadual/nacional!!!
    E serao estes meninos que entrarao nas escolas para ‘ensinar portugues’.
    Que a discussao epistemologica—que voce colocou tao bem neste seu texto!—seja importante, concordo com voce. Mas me questiono se a escolha do registro linguistico mais adequado a uma determinada situacao de comunicacao nao seria um processo automatico/inconsciente, minha querida amiga! Nao acho que precisa de ser linguista para saber o momento justo de se usar a variedade x ou y. Parece que isso ‘sai’ naturalmente. Corrija-me se eu estiver errado! E’ uma indagaçao. Nao uma afirmaçao…
    Eu sò fico preocupado—alias, preocupadissimo—com a qualidade dos professores. Da experiencia que tenho, pude observar que mesmo os (futuros) professores apresentam problemas com a escrita. Problemas com a escrita (como por exemplo, os problemas no uso de virgula e pontuaçao em geral, uso de diacriticos e acentuacao—-meu pc nao tem os diacriticos do portugues!!!—-, colocaçao de pronomes, concordancia verbo-nominal etc.) sao topicos que precisam de ser ensinados na escola, afinal de contas, la é o lugar que a criança tera acesso à aprendizagem desses topicos! Uso de pontuaçao (salvo engano, e “Saramagagem” à parte!) parece ser algo completamente dependente da sintaxe do portugues!; colocaçao dos pronomes, também (é claro, nao se vai pedir a um aluno que faça enclise generalizada; o portugues brasileiro standard faz uso da proclise!!! e, creio, o normativista mais consciente de si preferiria, por estilo mesmo, adotar a proclise e rejeitar a enclise, que soa tao ruim aos ouvidos do brasileiro).
    Eu me preocupo com uma coisa!, muito séria! (eu pediria para nao ser interpretado como se estivesse “em cima do muro”): os professores estao sabendo cada vez menos! As evidencias, eu as coloquei no paragrafo anterior! se os proprios professores tem problemas com as regras do portugues culto escrito (ou de uma de suas variedades), como o ensinarao na escola!? O meu medo é a substituiçao de topicos caros e nucleares ao ensino da gramatica da lingua, como os citados acima, por discussoes epistemologicas sobre escolhas de variedades a determinados contextos, para justificar e compensar o triste despreparo dos nossos professores.
    A questao é muito triste, Ro querida!!
    Que a discussao epistemologica deva fazer parte dos nossos curriculuns de portugues, isso é indiscutivel! E voc0e colocou muito bem essa necessidade em seu texto!
    Fico, entretanto, preocupado–muito preocupado!—com a forma como isso poderia ser interpretado nas escolas.
    As nossas aulas se regadas com discussoes epistemologicas sobre variaçao, usos, comunicaçao, etc. seriam muito mais belas e a aprendizagem muito mais proficua. Ao se ensinar, por exemplo, COLOCACAO PRONOMINAL, o prof. poderia mostrar como funciona a colocaçao dos pronomes em portugues standard brasileiro e em portugues europeu. E também confrontar esses usos com os usos nao-standard da lingua! A aula seria ainda mais enriquecida se o prof. procurasse motivar o por que da proclise e o por que da enclise com base no contexto linguistico! Os alunos se apaixonariam pela “forma da lingua”. E isso poderia ser ainda regado com a gostosa discussao epistemologica!
    Muitos linguistas floreceriam! A vocaçao às ciencias da linguagem aumentaria. Com certeza!
    Mas, o triste despreparo dos professores (isso é triste!) nao permitiria um tipo de reflexao como essa… é triste!!!
    Voce se lembra das aulas da prof.a Luciani Tenani sobre Fonetica e Fonologia do Portugues! Eu me lembro muito bem do topico da “estrutura da silaba em portugues”. Ao estudarmos a silaba portuguesa, ela nos deu uma motivaçao linguistica para as regras de translineaçao silabica. A nossa geraçao ainda ‘pegou’ a epoca em que se ‘separava’ silaba, porque se escrevia, ainda, ‘à mao’… (hoje o computador o faz por nos!). Mas presenciamos o ensino da ‘separaçao’ das silabas. Eu passei por escola particular, também. E nunca me motivaram as regras de translineaçao. Fui aprende-las na escola. Tivessem-me falado que a silaba portuguesa pode ser trancada pelos fonemas /R; N; L; S/, eu teria aprendido mais facilmente isso na escola. Mas, enfim!…
    Voce, entao, entendeu o meu ponto? Eu concordo plenamente com voce em relaçao ao lugar da discussao epistemologica (filosofica) sobre a variaçao linguistica e os contextos em que o falante deveria privilegiar este ou aquele registro.
    Mas eu me pergunto como o pobre aluno poderia opinar sobre o uso de uma variedade que ele sequer conhece.
    A pergunta é: como fica o ‘programa de portugues’ (o basico) sobre a morfossintaxe, a ortografia, a fonetica e fonologia da lingua?
    Acho que um modo legal e inteligente seria diluir a discussao epistemologica (cf. a sua linda sugestao no texto, que é toda embasada nos PCNs!) no programa da estrutura da lingua! Um professor bem preparado, ao apresentar ao aluno as regras de concordancia verbo-nominal, poderia nao somente MOTIVAR LINGUISTICAMENTE/GRAMATICALMENTE as regras de concordancia para as variedades ditas cultas, como também explicar (SEMPRE GRAMATICALMENTE) o por que as variedades coloquiais seguem regras diferentes (TAMBéM AS SEGUEM!!! e mostrar, porque nao com um pouco de estrutura!!!), que nessas variedades ditas coloquiais a coisa também se realiza.
    Mas…. enfim!
    Espero que voce tenha entendido meu ponto!
    Parabens pelo texto!
    E um beijo de muita saudade!

    • http://docenciainloco.com Rosana Rogeri

      Oi, querido!! Esses seus posts comentários acabam me motivando a escrever outros.

      Bem, primeiramente, a escola AINDA não conseguiu implementar essa “filosofia”, como você diz, ao ensino de Português, ou seja, os alunos que chagam mal preparados chegam pelo fato de:

      i) serem oriundos cada vez de classes mais populares ( é inegável a democratização do ensino superior no Brasil);

      ii) alunos que optam por licenciatura são os menos preparados mesmo, vide número de candidato/vaga no vestibular e o prestígio social da profissão.

      iii) chegam com a visão normativista de que “falar português é difícil”;

      iv) vem de uma escola que não acolhe, que apenas pune o erro, aprender a encobrir suas falhas, não a procurarem a excelência;

      v) encontram uma universidade que não acolhe e não se preocupa muito em ajudá-los a ser bons profissionais (na pública, a preocupação é com o cursinho pra mestrado, na particular é com o pagamento de mensalidade);

      vi) e o ciclo recomeça.

      O que quero dizer é que esses problemas que você citou são graves e sérios e devem ser resolvidos. GRAVES PROBLEMAS DE FORMAÇÃO INICIAL de professores. Me formei no melhor curso de magistério e à época, na melhor faculdade de letras e ainda sofro com algumas questões formais pq a língua que me ensinaram não existia.

      Essa forma de trabalho que citei no texto existe muito porcamente, não é implementada. Passo pelos corredores e escuto absurdos. Você não pode relacionar esse modelo (não implementado) à falência da instituição educacional que tem fatores sociais.

      Mas vou fazer um texto citando os programas, creio ser muito proveitoso, aliás desde o primeiro ciclo são tratadas questões gramaticais (ou deveriam), agora mudar essa formação porca que temos ainda leva tempo, não é mesmo? Continuemos trabalhando…
      Beijos

  • http://Website aquiles

    Ah!!!
    Eu ja encontrei a resposta para a minha pergunta no seu site, Ro:
    http://concursoriopreto.blogspot.com/2011/05/lingua-portuguesa-niveis-de-analise-ii.html#more
    Adorei o modo como voce trabalhou com cada topico ali, colocando os nomes, especificando ao concursante cada um dos topicos necessarios, etc.
    Mas achei ainda mais legal o modo como voce teorizou de maneira epistemologica cada um desses topicos!
    Estou curioso para ver as aulas!!!
    Muito legal ter posto o modo como voce resolve as diferenças das classes de palavras! Uma discussao muito legal na Morfologia! E os sintaticistas brigam até HOJE para ver o que seria lexical e o que seria gramatical!
    ADOREI, RO!!!
    voce ja me respondeu parcialmente minhas questoes!!! so me diga agora como sera na sala de aula!!!

  • http://Website aquiles

    Ro,
    muito obrigado pela resposta! E estou aguardando o proximo texto!!!
    Graças a Deus nas escolas ainda ha professores como voce!
    Olha, bem que voce poderia ter um cargo de Secretaria da Educaçao!
    Alias, deveria começar como coordenadora de curso, depois secretaria de educaçao municipal, depois Secretaria de Educaçao Estadual, e, depois Ministra da Educaçao!
    Ah! iriamos ter mta melhora no ensino!!!! (e no desenvolvimento do nosso amado Brasil!)

    • http://docenciainloco.com Rosana Rogeri

      Ai, Aquiles,
      … se todos fossem no mundo iguais a você!! Que maravilha seria viver!!